|
Meu nome é
Gilmar Oliveira Duarte, nasci em Itajubá-MG no dia 19 de dezembro de
1.957. Estudei na minha cidade natal até 1980. Depois da formatura
consegui emprego em Alumínio-SP, onde trabalhei em 1982 e 1983. Depois
transferi-me para São Roque-SP onde vivo até hoje.
Até 2004 não praticava qualquer esporte e pesava em torno de 125 kg.
Começaram aparecer problemas por causa da obesidade: meus joelhos já não
agüentavam tamanha carga. Comecei exercitar-me em esteira e
bicicleta ergométrica. Eram exercícios físicos terrivelmente chatos, porém
necessários. Aos poucos deixei a esteira de lado e comecei caminhar pelas
ruas e estradas de terra existentes perto de casa. Continuava
pedalando na ergométrica. Nas minhas caminhadas imaginava-me pedalando entre aquelas árvores e comprei uma T-Type da Caloi.
Não demorou muito para abandonar a ergométrica. Meu peso diminuía e minha
disposição aumentava. |
|
|
No início de 2005 comprei uma Specialized Hard Rock, 21 velocidades, que
era para mim a oitava maravilha do mundo. Os freios funcionavam muito bem
e
sem vibrações, era muito mais fácil pedalar e surgiram as tentativas de
vencer alguns morros de São Roque. O tempo passava e os morros pareciam
cada vez menores. Existia apenas um que eu não conseguia subir, era o
morro do Pito Aceso, eu tentava subir, a bike empinava e eu caia de
costas. Esse morro só seria vencido muito tempo depois com minha Gary Fisher
Tassajara Disc.
Em setembro de 2005 participei de minha primeira competição em grande
estilo, totalmente
despreparado e sem qualquer juízo. Iniciei-me no Ecomotion, MTB Trip Trail 2005, revezamento iniciado em Campos de
Jordão-SP e encerrado em Paraty-RJ. Foi a primeira medalha que ganhei em
toda minha vida, era apenas uma medalha de participação, mas era o máximo,
algo que jamais havia imaginado. Pedalei dois trechos, sendo um de 16 km à
noite com navegação e muito escuro e outro de 6 km subindo a última serra
antes de Paraty. Neste último trecho minha Specialized estava calçada com pneu de estrada
e tinha uma aparência de feia para horrível.
Em 2006 enfrentei minha segunda corrida. Com muita teimosia, fui para a
Primeira Maratona Ravelli com percurso de 75 km. Terminei, quase morri,
mas terminei a prova pedalando. Mais preparado participei do Ecomotion, MTB Trip Trail
2006. Próximo ao final do percurso de 44 km que havia iniciado em
Delfim Moreira-MG, passado por Marmelópolis-MG e 3 km antes de chegar no
destino final, Passa Quatro-MG, o pneu furou. Era noite, eu tinha duas câmaras de ar
e nenhuma bomba de ar. Eu havia esquecido-a na camionete do apoio. Sem
pensar muito desci da bike e corri 3 km até Passa Quatro. Depois
dessa experiência, entendi que podia correr e comecei a participar de
corridas de rua. Corri inúmeras corridas organizadas pela Corpore, Yescom,
dentre outras. As maiores corridas que participei foram duas São Silvestre
em 2006 e 2007.
|
|
|
Em 2007, muito treino,
horas e horas de academia, pesando 88 kg participei de inúmeras provas de
moutain bike. Comecei treinar com bike de estrada, uma Specialized Allez,
e aprendi utilizar mais giro que força. As correntes da minha mountain
bike agradeceram e minha performance melhorou. Consegui alguns resultados
significativos que me animaram bastante. Descobri que era possível fazer algo mais
que terminar provas, começava a me posicionar nelas e minhas horas de
treinamento aumentaram.
Em 2008 as disputas ficaram mais acirradas, muito mais difíceis que as
de 2007. A concorrência aumentou muito porque ótimos ciclistas
apareceram. A vida é assim mesmo e temos que procurar matar um leão por
dia. Não desisti e corro atrás deles.
2008 tem sido muito bom e jamais será esquecido, afinal foi
nele que a Pedal Leve deixou de ser um sonho. Estou aprendendo muito.
|